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Nível dos reservatórios melhora no Nordeste, mas Cantareira preocupa

PUBLICADO EM 25/05/2018 Nível dos reservatórios melhora no Nordeste, mas Cantareira preocupa

Nível dos reservatórios melhora no Nordeste

No início do mês de maio de 2018, o Operador Nacional do Sistema (ONS) anunciou que os reservatórios de água devem chegar ao fim do período seco (novembro) com situação mais confortável do que em anos anteriores. Segundo o órgão, a expectativa é que o nível médio dos reservatórios esteja na casa dos 30%.

O percentual previsto está acima dos 18,7% que os reservatórios marcavam no Sudeste/Centro-Oeste e bem superior aos 5,5% que os da região Nordeste marcavam em 30 de novembro do ano passado.

Se no Nordeste a situação dos reservatórios se mostra confortável, em São Paulo, o nível de água do Sistema Cantareira, que abastece 7,4 milhões de pessoas, volta a preocupar. O nível do principal manancial da região metropolitana está em 48,1%, sem considerar o volume morto, nome dado à reserva técnica.

Esse percentual é menor que o registrado antes do início da crise hídrica, que atingiu a cidade de São Paulo nos anos de 2014 e 2015. Em 2013, quando foram dados os primeiros alertas para uma possível crise, o volume de água do Cantareira estava em 61,5%.

Na ocasião da crise hídrica, e para retirar água do volume morto, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) fez uso de geradores de energia para ativar as bombas que retiravam a água das áreas mais profundas. Na sequência, essas águas eram transpostas para áreas mais altas e já afetadas pela falta de chuvas.

Fato parecido aconteceu em 2017, dessa vez, na região Nordeste. No período mais crítico da crise hídrica que afetou a região, geradores de energia foram utilizados no Reservatório de Sobradinho, na Bahia, que chegou a 5,1% de sua capacidade total. Os geradores bombeavam as águas para níveis mais elevados para manter o abastecimento de empresas e da população.

Com a expertise adquirida ao longo de mais de uma década de atuação no desenvolvimento de soluções em energia temporária, a Tecnogera vem atuando de forma bastante efetiva em demandas da área de saneamento.

Em 2017, a Tecnogera foi novamente contratada pela Sabesp para a instalação de uma mini usina geradora de energia em uma estação de bombeamento de águas do Sistema Rio Grande para o Alto Tietê. O objetivo foi aumentar a segurança hídrica da Grande São Paulo.

Para esse projeto, a Tecnogera fez uso de geradores movidos à gás, que têm menor impacto ambiental e baixa emissão de ruídos. Os grupos geradores  oferecem uma potência instalada de 14,5 MVA e estão em operação na interligação Rio Grande-Taiaçupeba, em Ribeirão Pires, cidade da grande São Paulo.

A energia disponibilizada pelos geradores da Tecnogera é capaz de bombear um volume de 4000 litros de água por segundo. Além dos grupos geradores, o projeto envolveu uma solução completa para a necessidade da Sabesp, incluindo serviços de comissionamento e manutenção preventiva.




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